Na 6ª feira passada, Harriet Hollis-Leick foi agredida físicamente pela proprietária da loja de peles Beigel enquanto distribuía panfletos informativos.
Na 4ª anterior eu e a Harriet chegámos a ser ameaçados mas não ligámos.
A senhora começou a falar com a Harriet, de um modo alterado, e quando me aproximei para dizer que ela não falava muito bem português, fui saudado com bastante agressividade... natural vindo de quem trabalha com a consciência tranquila numa indústria que causa tanta dor, sofrimento e morte.
Ninguém estava a chatear a senhora entenda-se. Estávamos na rua, na Rua de Stª Catarina onde, se bem me recordo, podemos distribuir panfletos informativos.
Estávamos concerteza próximos da loja da senhora mas nem abordámos clientes que estavam a sair da loja. Nada de mais.','
Um cliente, ou funcionário não sei, ao passar por ela mandou-lhe os panfletos todos ao chão... desnecessário e mal-educado, que foi o que lhe chamei.
A senhora depois veio dizer-nos que estávamos a tentar prejudicar o negócio deles, do qual dependiam várias famílias. Não queremos prejudicar a Beigel, queremos que todas as lojas de peles desapareçam; não desejamos mal aos seus funcionários, apenas que arranjem outros empregos, empregos moralmente irrepreensíveis.
Claro, sendo nós insensíveis às suas preocupações laborais, continuámos por ali sem prestar grande atenção e foi quando nos ameaçou com "os homens do armazém, com paus!"... perguntou o que faríamos e eu respondi que deixaríamos a polícia resolver a questão se chegasse a tal. Claro, apesar de muitas vezes sermos referidos como extremistas, a realidade é que nós é que somos o lado tranquilo - talvez por termos feitos as escolhas morais adequadas - e raramente iniciamos as hostilidades.
Se a verdade é que os animais são electrocutados anal e vaginalmente para fazer casacos de peles como os que a Beigel vende, porque não escrever isso num panfleto e deixar que as pessoas saibam e reflictam?
Se calhar é ofensivo para quem trabalha para a indústria das peles, mas para nós é muito mais ofensivo as atrocidades que se cometem pelas peles, e só distribuímos panfletos, nada como as acções levadas a cabo em muitos países...
O certo é que na passada 6ª feira, a Harriet foi mesmo agredida pela senhora(?) da Beigel... claro que entretanto já foi identificada a senhora e será mesmo apresentada queixa mas... que lata não? Suponho que a agressão seja uma coisa normal com este tipo de pessoas.
A ANIMAL soube do sucedido, uma vez que os ameaçados e os efectivamente agredidos são participantes assíduos em acções desta associação - esta acção de panfletagem era independente notem, de nenhum modo vinculada a nenhuma associação - e disse:
{xtypo_quote}A tensão que se tem feito sentir ao longo deste tempo não é uma novidade nem nos surpreende, considerando que se trata de uma loja que subsiste e lucra exclusivamente com base no sofrimento extremo que é infligido a milhares e milhares de animais, de modo que, tanto por razões de interesse económico quanto por razões de falta de uma ética compassiva, naturalmente só poderia haver ódio da proprietária da “Beigel” contra a ANIMAL. No entanto, do mesmo modo que infelizmente esta loja pode funcionar vendendo pedaços de cadáveres de animais sem que a sua actividade – que é lamentavelmente legal – possa ser perturbada, também a ANIMAL e qualquer activista dos direitos dos animais podem exercer livremente e sem sofrer qualquer perturbação os seus direitos constitucionais de informar e de sensibilizar o público para o martírio dos animais que, devido a lojas como a “Beigel”, são sacrificados em massa.{/xtypo_quote}
Que tal uns emails para a Beigel a manifestar desagrado com o modo como a proprietária agiu?
Ou umas coisas destas se calhar.